Culpa e autocobrança: Como me prejudicam?

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Culpa e autocobrança, o quanto você traz disso para sua vida? Ao nos culpar e cobrar demais, acabamos criando barreiras difíceis de transpor. Elas podem nos prejudicar bastante. Vamos falar sobre isso?

autocobrança e culpa

Culpa e autocobrança: O poder do deveria

Quando nos cobramos ou culpamos sempre aparece a palavra deveria, já percebeu?

Você sempre acha que deveria ter feito algo melhor, ou não deveria ter feito de tal forma, que deveria ter tomado certa atitude, enfim, deveria…

Começa a acreditar e ter certeza de que se tivesse feito da forma como deveria, tudo teria dado certo. Fica se martirizando, punindo e cobrando algo que nem sabe se é o certo. Pois, no fim das contas, como é que você pode saber, se tivesse feito diferente ou melhor o resultado seria outro?

Assumimos regras que criamos para nós mesmos e acabamos nos culpando por não cumprir todas elas e seus  “deveriam”. Atraindo muito sofrimento e ansiedade para nossas vidas.

Um exemplo de culpa e autocobrança muito recorrente, é quando se perde um ente querido. Muitas pessoas começam a ligar o botão do “deveria” com pensamentos de “Deveria ter passado mais tempo com ele” ou “Deveria ter dito que o amava” e até “Deveria ter feito algo que impedisse isso”. E então nasce a culpa.

“Deveria” não faz nada, não adianta. Recorrer à essa palavra só vai nos fazer sofrer. Não precisamos dar tanto poder à ela. Temos que começar a entender que existem coisas que acontecem e não estamos no controle o tempo todo.

Às vezes, fazemos coisas estúpidas, cometemos erros, mas tudo gera algo extremamente relevante, o aprendizado. E isso ninguém tira da gente.

Pegue o que aconteceu para fazer melhor da próxima vez e sendo melhor do que foi ontem.

Precisamos ter mais flexibilidade emocional

Quando nos colocamos tantas regras, acabamos gerando uma pressão enorme e que não permite erros.

Dar qualquer passo em falso pode se transformar numa tragédia. Nos tornamos pessoas rígidas emocionalmente, que não permitem um deslize mínimo e, ao invés de assumirmos a responsabilidade e seguir em frente, ficamos nos martirizando a cada passo falso.

Sendo tão rígidos, não conseguimos enxergar as lições que as situações desfavoráveis podem nos dar. Só conseguimos enxergar os pontos negativos e nos frustrar. Começamos a nos sentir fracassados, afetando profundamente nossa autoestima e autoconfiança.

Autocobrança que gera frustração

Vivemos num contexto tecnológico em que a informação e o excesso dela está disponível como nunca. Ficamos conectados quase que 24 horas por dia.

A pressão para saber mais, fazer mais, ser mais produtivo, gera uma uma pressão tão grande que quando não conseguimos nos superar e superar os outros ficamos extremamente frustrados.

Além de regras vamos criando tarefas e mais tarefas, como meio de “chegar lá” o quanto antes. Cada vez que não conseguimos realizar as coisas como desejamos, ficamos frustrados e acabamos atraindo outras emoções que podem nos prejudicar.

Como dar conta de tanta coisa e se manter saudável ao mesmo tempo? Difícil!

É preciso entender que não somos perfeitos, tão pouco precisamos ser o tempo todo.

A culpa vem da infância

A maioria de nós foi criado para não falhar, fomos acostumados a aprender desde sempre que se errarmos as pessoas não gostarão de quem somos.  Falhar não é permitido. Só seremos aceitos e amados e se fizermos tudo certo sempre.

Se não fizermos exatamente o que esperam de nós, seremos comparados. Como na escola, quando um coleguinha tirava uma nota maior do que a sua.

Coisas desse tipo, nos fazem acreditar que temos de ser perfeitos, pois se não formos seremos pessoas ruins e não amadas pelas outras.

É necessário que se desconstrua este conceito, pois não é preciso ser perfeito, nem acertar o tempo todo, muito menos ser amado por todos.

Nós não amamos todo mundo, perdoamos os erros alheios (alguns com maior dificuldade, mas é assunto para outro post) e não vivemos com pessoas perfeitas. No entanto, sobrevivemos, não é mesmo?

Ter metas realistas é preciso

Precisamos criar metas e planos realistas, ou seja, nos propor a fazer aquilo que realmente está ao nosso alcance. Sem desrespeitar nossos limites.

Nada de metas pesadas e que poderão virar frustrações no futuro. Nosso maior poder é o de escolha!

Temos o poder de tomar decisões, todos os dias! A melhor forma de combater a culpa e autocobrança é tomando boas decisões, hoje!

Precisamos decidir ser gentis conosco, nos respeitar, entender nossos limites e cuidar da saúde física e mental. Dessa forma seremos pessoas melhores para nós e para os outros também.

Seja compreensivo consigo mesmo, assuma a responsabilidade sobre o seus atos, leve o aprendizado na sua mente e  siga em frente.

Só temos o agora, estaremos sempre no presente.  Vamos viver com leveza!

Para espantar a culpa e autocobrança escute essa playlist que fiz especialmente para você!

Agora que você sabe que pode viver sem culpa e autocobrança, aproveite para compartilhar esse artigo com os amigos em suas redes sociais!

Até breve!

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